Viver com fibromialgia pode ser um desafio constante, mas ter um animal de estimação ao lado pode fazer toda a diferença. Estudos e relatos de pacientes mostram que a presença de um pet pode aliviar o estresse, reduzir a sensação de dor e melhorar a qualidade de vida. Pesquisas realizadas pela Universidade de Washington e pela Mayo Clinic indicam que a interação com animais pode reduzir significativamente os sintomas da dor crônica.
Benefícios Emocionais e Psicológicos
Os animais de estimação proporcionam companhia constante e ajudam a reduzir a sensação de solidão. A interação com um cão ou gato, por exemplo, pode aumentar a produção de serotonina, dopamina e ocitocina. A ocitocina, conhecida como “hormônio do amor”, é fundamental para fortalecer vínculos afetivos, promovendo uma sensação de segurança e bem-estar. Um estudo publicado no Journal of Psychiatric Research revelou que pessoas que passam tempo com animais de estimação apresentam menores níveis de depressão e ansiedade, sintomas comuns em pacientes com fibromialgia.
Relatos de leitores também reforçam esses benefícios. Carla, de 42 anos, compartilha que seu gato, Nico, se tornou seu maior companheiro nos dias de crise. “Ele percebe quando estou mal e se aconchega ao meu lado, trazendo uma sensação de conforto imediato”, relata. Da mesma forma, Ana, de 37 anos, conta que sua cadela, Mel, sempre fica ao seu lado nos momentos mais difíceis: “Ela é minha terapia diária. Só de sentir sua respiração perto de mim, já me sinto mais calma.”
Redução do Estresse e da Dor
Estudos indicam que acariciar um animal pode reduzir os níveis de cortisol, hormônio do estresse. Como o estresse pode intensificar a dor da fibromialgia, ter um pet pode ajudar a manter o sistema nervoso mais equilibrado. Além disso, a interação com animais pode estimular a liberação de endorfinas, promovendo uma sensação de alívio da dor. Pesquisas da American Pain Society mostram que pacientes que convivem com animais relatam uma redução de até 34% nos níveis de dor percebida.
Um exemplo prático é o de Maria Clara, diagnosticada com fibromialgia há 10 anos. Desde que adotou seu cachorro, Thor, percebeu que sua dor tornou-se mais suportável e os episódios de ansiedade diminuíram drasticamente. Já Pedro, de 50 anos, conta que, antes de adotar seu cão, Max, passava dias sem sair da cama. “Hoje, preciso levá-lo para passear, e isso me ajuda a movimentar o corpo e sentir menos dor”, afirma.
Outro relato inspirador é o de Laura, de 45 anos, que convive com fibromialgia e adotou um coelho chamado Biscoito. “Ele é pequeno, mas seu efeito sobre minha saúde é enorme. O simples fato de cuidar dele me distrai da dor e me traz alegria.”
Incentivo à Atividade Física
Para muitas pessoas com fibromialgia, manter-se ativa é um desafio devido à dor e fadiga constantes. Ter um cachorro, por exemplo, incentiva caminhadas diárias, que ajudam a melhorar a mobilidade e reduzir a rigidez muscular. Mesmo brincadeiras leves com gatos ou outros pets promovem movimentos que podem ser benéficos. Um estudo publicado no Journal of Physical Activity & Health concluiu que donos de cães são 54% mais propensos a atingir seus objetivos diários de atividade física do que aqueles sem animais de estimação.
Marta, leitora do blog, diz que sua cadela, Luna, é sua maior motivação. “Antes, eu ficava muito tempo deitada, mas agora tenho uma razão para me levantar e sair para uma caminhada, mesmo que curta”, conta. João, de 60 anos, adotou um gato chamado Simba e percebeu uma grande melhora em sua disposição. “Brincar com ele me faz me movimentar mais, e isso tem feito muita diferença no meu dia a dia.”
Apoio Emocional e Terapia Assistida por Animais
A Terapia Assistida por Animais (TAA) envolve o uso de animais treinados para ajudar na melhoria do bem-estar emocional e físico de pacientes, especialmente aqueles com condições crônicas, como fibromialgia. Os animais podem reduzir os níveis de estresse, promover relaxamento e até aliviar a dor. A TAA é usada em ambientes controlados, como clínicas, hospitais e terapias ao ar livre. Estudos mostram que ela ajuda a diminuir a ansiedade, depressão e até a melhorar a mobilidade, proporcionando conforto e suporte emocional significativo.
Cães de suporte emocional são utilizados para ajudar pessoas com doenças crônicas. Eles podem ser treinados para reconhecer sinais de crise e oferecer conforto nos momentos de dor intensa. A Terapia Assistida por Animais (TAA) também tem sido usada para complementar tratamentos tradicionais, proporcionando relaxamento e bem-estar aos pacientes. Um estudo da Universidade da Califórnia mostrou que sessões regulares de TAA reduziram significativamente os níveis de dor e fadiga em pacientes com condições crônicas, incluindo fibromialgia.
André, que convive com a fibromialgia há mais de uma década, encontrou alívio na equoterapia. “Montar em cavalos me ajuda a relaxar e aliviar a tensão muscular. É uma terapia que mudou minha vida”, afirma. Já Patrícia, que começou a frequentar sessões de terapia assistida por cães, diz que sua relação com a dor mudou completamente. “Depois das sessões, me sinto muito mais leve e menos ansiosa.”
Alice diagnosticada com fibromialgia afirmou que seu cachorro de terapia a ajudou a controlar as crises de dor, enquanto outro paciente mencionou que os animais o ajudaram a melhorar sua disposição para atividades diárias, como caminhar. A interação com os animais pode aliviar a tensão muscular, ajudar na redução do estresse e proporcionar uma sensação de bem-estar, promovendo uma recuperação emocional.
Considerações Finais
Ter um animal de estimação é uma responsabilidade, mas os benefícios que ele oferece a quem convive com a fibromialgia são imensuráveis. Os pets proporcionam amor incondicional, ajudam a reduzir o estresse, aliviam a dor e oferecem conforto emocional. A presença deles pode transformar a rotina de quem enfrenta dores crônicas, promovendo bem-estar, motivação e até melhorias na mobilidade. Se você tem fibromialgia e está considerando adotar um pet, consulte seu médico para escolher o animal que melhor se adapta ao seu estilo de vida e necessidades.
A ciência continua a demonstrar que ter um amigo de quatro patas pode ser uma das melhores formas de enfrentar a fibromialgia com mais leveza e alegria!